31 outubro 2006

Por falar em Homens...

daqui
... hoje vou ao Porto ouvir este Homem cantar.
Até amanhã.

30 outubro 2006

24 outubro 2006

Segunda pele

(daqui)

Amo-te como uma segunda pele, mesmo quando mudas de corpo.

21 outubro 2006

Histórias Devidas

(daqui)


Já saíu e já comprei.
Estou na página 175 mas tudo começou aqui depois de ouvir "Sæglópur" dos Sigur Rós. Ali ao lado consegui colocar a gravação. Enfim, um fartote.
Se gostarem do género, não percam o livro que deu origem ao projecto, "Pensei que o meu Pai era Deus".

18 outubro 2006

De olhos em bico


Em jeito de agradecimento ao rapaz do post ali em baixo.
"Que não consigo ver, que é difícil", patati patata... "poizé" filho, tudo o que é bom dá trabalho.
Põe os olhos em bico que vais ver que vale a pena.
(fanado à Sãozinha, abençoada seja!)

16 outubro 2006

As palavras dos outros

Hoje as palavras são do homem da casa, muito sensível a estas coisas da língua.
Então boa semana!
"Gosto do Brasil. Eles sabem usar a língua.
Lá dizem “me come!”, baixinho, quase gemendo. Cá diz-se “fode-me!”. O que é, obviamente, muito diferente (e, ainda assim, é muito raro). A boçalidade é muito mais evidente. É campestre. É coisa de ovelhas. A nossa língua é mais entaramelada, tem que soltar a língua como no Brasil.
“Chupa no meu pau” não é “faz-me uma mamada”. Há aqui qualquer coisa de camionista, em evolução desde a fase pastoril, nos montes Hermínios. Gente bruta, celta-e-bera, pouco dada ao contemplativo…
“Ora vira pra cá a melancia”, não pode! “Me chega essa bundinha”… é muito melhor! E mesmo musical...
Claro que “bate-me uma punheta” (reparem: nhê-ta, isso existe?) não tem comparação com “cê quer me passar o carrinho de mão?”. Muito mais descritivo…
Já “xoxota” não é tão bom, mas ainda assim é muito melhor que "rata"…
E o nome do bicho: “pica”, “pau”, interessante. Muito mais tesão do que “piça” (parece mole) ou “pichota”, valha-me deus!
Mas tudo bem: feios porcos e maus. Nunca tão maus como os espanhóis que lhe chamam “polla”.
Ai o caralho!"

13 outubro 2006

Alma leve

Ergue a cabeça, braços caídos atrás das costas, estende o peito e
avança!
Um, dois, três, quatro,
roda sobre ti mesma em pequenos passos
Um, dois, três, quatro,
pára!
Pose... perna esquerda flectida, a direita afastada, mãos nas ancas, cabeça voltada em jeito de desafio e
fica!

Aproxima agora a perna, lenta, preguiçosa,
tocam-se os pés e logo o direito se afasta, desenha um círculo e
pára!

Um, dois, três, quatro,
dois passos em frente e
pára!
Pose... perna esquerda flectida, a direita afastada, mãos nas ancas, cabeça voltada em jeito de desafio e
fica!
Aproxima agora a perna, lenta, preguiçosa,
tocam-se os pés e logo o direito se afasta, desenha um círculo e
pára!
Mão direita na anca, lança o braço esquerdo, em pose lânguida
acompanha com a perna, dobra ligeiramente o joelho, insiste e
retoma!
Lança agora o braço direito e deixa-o ficar
gira lentamente até à mão, lá longe
pousa o queixo
completa a roda
desliza as costas da mão do queixo pela face até à cabeça
desce pela outra face já palma da mão
troca as pernas e
vira!
Braços flectidos atrás das costas
palmas das mãos viradas para o solo
cabeça erguida em jeito de desafio e
pára!
... recomeça...

06 outubro 2006

À espera do "House",

que nunca mais começa, devo dizer que o ponto alto do dia foi o café beberricado há bocado na esplanadinha do Figos enquanto o Tomás treinava as vogais em versão arroto.
O "e" está perfeito, o "i" e o "u" ainda estão fraquinhos mas mais uns dias e ficam impecáveis. Tão prendado, este meu filho!

05 outubro 2006

Recta final

(via email da Jacky)

Esta foto da Jacky veio mesmo a propósito, é assim que me sinto ultimamente. Presa entre vários fogos e a ficar rapidamente sem água na mangueira.
Quem me conhece um bocadinho sabe que a partir de Outubro entro em fase descendente até ao Natal. É assim como que a derradeira espremidinha da laranja para tirar o último pingo de sumo.
Não é melancolia outonal, o Outono é a minha estação do ano. É mais um enjoo, um cansaço de tudo e de todos e, principalmente, de mim. Fico hipersensível às situações mais estúpidas e comezinhas, tudo ganha importâncias desmesuradas, o vermelho é mais vermelho e o preto é azeviche como se tivesse tomado alguma coisa para rir.
Claro que o volume de trabalho inerente à época festiva não ajuda nada. É a altura por excelência do "tudo-começado-e-nada-decentemente-acabado-porque-agora-há-esta-prioridade" o que me deixa de rastos. É quando sonho com dias de 48 horas e caçadeiras de canos serrados. Não é culpa de ninguém: todos passam pelo mesmo que eu, todos sem excepção estão a abarrotar de trabalho... não têm é a minha paranóia.
Com 40 aninhos em cima já devia ter resolvido esta "pedra no sapato". Afinal ficar agoniada com a aproximação do Natal é muito desagradável, politicamente incorrecto e fica mesmo mal quando se é mãe de dois putos que ainda acreditam no gorducho das barbas brancas. Acho eu...

02 outubro 2006

Meu gato

(via email)
"Have I told you lately that I love you?"